domingo, 20 de agosto de 2017

Plínio Marcos e o ATOR!

Em comemoração ao dia do ator, 19.08, publico aqui, um texto do dramaturgo e ator brasileiro Plínio Marcos, a quem aproveito para recomendar a visita a seu site, hoje, mantido pelos seus filhos. www.pliniomarcos.com
Plínio Marcos nasceu em 1935 e faleceu em 1999, deixou uma obra incrível e muitos seguidores. Foi e continua sendo um dos grandes mestres da dramaturgia brasileira. Seu legado, para quem ama o teatro, é incomensurável!

Plínio Marcos, dramaturgo brasileiro - 1935 + 1999

O Ator

(Por Plinio Marcos - 1986)

Por mais que as cruentas e inglórias batalhas do cotidiano tornem um homem duro ou cínico o bastante para fazê-lo indiferente às desgraças e alegrias coletivas, sempre haverá no seu coração, por minúsculo que seja, um recanto suave no qual ele guarda ecos dos sons de algum momento de amor que viveu em sua vida.

Bendito seja quem souber dirigir-se a esse homem que se deixou endurecer, de forma a atingi-lo no pequeno núcleo macio de sua sensibilidade, e por aí despertá-lo, tirá-lo da apatia, essa grotesca forma de autodestruição a que, por desencanto ou medo, se sujeita, e por aí inquietá-lo e comovê-lo para as lutas comuns da libertação.

Os atores têm esse dom. Eles têm o talento de atingir as pessoas nos pontos nos quais não existem defesas. Os atores, eles, e não os diretores e os autores, têm esse dom. Por isso o artista do teatro é o ator. 

O público vai ao teatro por causa dos atores. O autor de teatro é bom na medida em que escreve peças que dão margem a grandes interpretações dos atores. Mas, o ator tem que se conscientizar de que é um cristo da humanidade e que seu talento é muito mais uma condenação do que uma dádiva. O ator tem que saber que, para ser um ator de verdade, vai ter que fazer mil e uma renúncias, mil e um sacrifícios. É preciso que o ator tenha muita coragem, muita humildade, e sobretudo um transbordamento de amor fraterno para abdicar da própria personalidade em favor da personalidade de seus personagens, com a única finalidade de fazer a sociedade entender que o ser humano não tem instintos e sensibilidade padronizados, como os hipócritas com seus códigos de ética pretendem.

Eu amo os atores nas suas alucinantes variações de humor, nas suas crises de euforia ou depressão. Amo o ator no desespero de sua insegurança, quando ele, como viajor solitário, sem a bússola da fé ou da ideologia, é obrigado a vagar pelos labirintos de sua mente, procurando no seu mais secreto íntimo afinidades com as distorções de caráter que seu personagem tem. E amo muito mais o ator quando, depois de tantos martírios, surge no palco com segurança, emprestando seu corpo, sua voz, sua alma, sua sensibilidade para expor sem nenhuma reserva toda a fragilidade do ser humano reprimido, violentado. Eu amo o ator que se empresta inteiro para expor para a platéia os aleijões da alma humana, com a única finalidade de que seu público se compreenda, se fortaleça e caminhe no rumo de um mundo melhor, que tem que ser construído pela harmonia e pelo amor. Eu amo os atores que sabem que a única recompensa que podem ter – não é o dinheiro, não são os aplausos - é a esperança de poder rir todos os risos e chorar todos os prantos. Eu amo os atores que sabem que no palco cada palavra e cada gesto são efêmeros e que nada registra nem documenta sua grandeza. Amo os atores e por eles amo o teatro e sei que é por eles que o teatro é eterno e que jamais será superado por qualquer arte que tenha que se valer da técnica mecânica.                         

(Plínio Marcos - 1986)

sábado, 19 de agosto de 2017

Aconteceu em São Pedro da Aldeia - Festival Teen 2017: Teatro e Alma!

A premiação contemplou artistas de diversas idade dentro do conceito teen. 
Ver as grandes cabeças do teatro local, envolvidos num festival que trouxe novíssima gerações para o palco, é, sem dúvida, de grande força e energia para todos nós. 
O primeiro Festival Teen de Teatro de São Pedro da Aldeia, começou com o pé direito. Simpatia, respeito, alegria e, o que é mais bonito ainda, artistas amadores, novos em idade, com uma platéia pisando o chão de um dos mais belos e fortes teatros da Região. O Teatro Átila Costa, pautando a arte em seu primeiro plano, resultado de uma gestão cultural que está dando certo.
No palco, ontem, dia 18 de agosto, jovens e até crianças, fizeram história para a cidade enquanto Juri, teve que se desdobrar para entregar a premiação, que, sabemos, não é fácil, já que festivais tem critérios que vão além do que acontece no palco, de fato. As pessoas do Júri, precisam sempre levar em conta diversos fatores, para chegar a um veredito. Tarefa árdua, por isso, considero soberana as decisões! Na platéia, jovens nervosos e felizes, buscando o reconhecimento pelo seu trabalho. O mais importante foi ver que o festival DEU CERTO e que deve continuar por muitos e muitos anos!
Cheio de surpresas, muitas alegrias, felicidade espalhada no público, o Festival deu um show de bom astral e acolhimento, ao final, as pessoas voltaram para casa felizes e já se perguntando sobre o próximo. Também, foi muito bom ver os olhares felizes dos gestores e fazedores de cultura de São Pedro da Aldeia, engajados de corpo e alma num produto que pode ser um grande cartão postal da cidade, valorizando o artista local e da região e contribuindo para que as novas gerações do teatro, encontrem, finalmente, um grande palco para suas manifestações.
A imagem final que fica, é a da generosidade, amor e contribuição para o engrandecimento do fazer artístico local, em tempos tão difíceis!
Ao final do final de tudo, a emoção e o forte sentimento de dever cumprido no olhar poético e maternal da realizadora, Renata Brito, deu esperança e conferiu muito afeto a uma nova página que se abre para as artes locais. Que este trabalho tão bonito, sensibilize, cada vez mais: público, empresários e gestores desta grande aldeia, que agora é, também, um abrigo para o fazer TEATRAL!

(Jiddu Saldanha - Blogueiro)

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Clube do Teatro, um cabaré de atores!

Logo criada por Marcos Souza.
Todo ator que se preze quer palco, não para "aparecer", mas, principalmente, para exercitar o ofício e levar suas pesquisas para o público. Por isso criamos o CLUBE DO TEATRO, um evento focado nos experimentos dos atores que queiram mostrar seu trabalho. Este primeiro evento, vamos estrear com uma turminha boa. Artistas que já experimentaram seus trabalhos em outros eventos como o Fest Solos e o Festival de Teatro do SATED. O Conceito deste novo evento, promete tirar os atores de Cabo Frio e Região, da letargia e falta de palco, para que possam expor, numa vitrine artística, o melhor de sua linguagem individual e coletiva.  A curadoria inicial, desta primeira edição, foi feita com o proposito de juntar um time de pioneiros e que dará o mote para as novas participações, conforme o evento for acontecendo e crescendo.

Um evento para exercitar o fazer teatral, num formato de cabaré.

A prática de juntar atores para mostrar seus experimentos, não é nova e remonta aos antigos cabarés, onde os atores cômicos revezavam com músicos e orquestras, nos cafés da Europa; os mais famosos eram os de Paris e Berlim. A tradição dos cabarés, no entanto, teve seu auge no período após a primeira guerra mundial, e virou um luxo durante e após a segunda grande guerra! Devido às crises econômicas, os artistas passaram a se unir e mostrar seu trabalho par um público que se apinhava enfrente ao teatro.

Nossa primeira lista de convidados para o dia 26 de Agosto.

“COMO SER UM ARTISTA REALMENTE INTERESSANTE” 
ATOR: ANDERSON SOUZA
DIREÇÃO: NATHALLY AMARIÁ
TEXTO: RAPHAEL ARAÚJO
DURAÇÃO: 8 MINUTOS
CLASSIFICAÇÃO: 12 ANOS
“PEQUENA NOTÁVEL” 
ATRIZ: TAMIRES BORGES
DIREÇÃO: JIDDU SALDANHA
TEXTO: TAMIRES BORGES
DURAÇÃO: 10  MINUTOS
CLASSIFICAÇÃO: 14 ANOS
O INCRÍVEL E MARAVILHOSO BATMAN"
ATOR: THIAGO MANZO
DIREÇÃO: THIAGO MANZO
TEXTO: ADAM DRIVER – ADAPTADO POR THIAGO MANZO
DURAÇÃO: 10 MINUTOS
CLASSIFICAÇÃO: 12 ANOS
“14...15...16...” 
ATOR: CELSO GUIMARÃES JÚNIOR
DIREÇÃO: JIDDU SALDANHA
TEXTO: CELSO GUIMARÃES JÚNIOR
DURAÇÃO: 12 MINUTOS
CLASSIFICAÇÃO: 14 ANOS
“A BOA MARIA DO MAR”
GRUPO: TCC – TEATRO CABOFRIENSE DE COMÉDIA
ATRIZ: PÉROLA HATAKE
DIREÇÃO: NATHALLY AMARIÁ
TEXTO: LETÍCIA FERREIRA
DURAÇÃO: 12 MINUTOS
CLASSIFICAÇÃO: 12 ANOS
"FLOR E SILÊNCIO"
ATRIZ: DANDARA MELO
DIREÇÃO: CELSO GUIMARÃES
TEXTO: DANDARA MELO
DURAÇÃO: 10 MINUTOS
CLASSIFICAÇÃO: 14 ANOS
 

"LUA DO SERTÃO"
GRUPO: TEATRAGEM
ATORES: CAIO DANARIM, MATHEUS DCASTRO, THAYANNE TEIXEIRA E YURI QUINTANILHA 
DIREÇÃO: CELSO GUIMARÃES
TEXTO: MATHEUS DCASTRO
DURAÇÃO: 15 MINUTOS
CLASSIFICAÇÃO: LIVRE

sábado, 12 de agosto de 2017

Circuito TRIBAL de Artes, hoje no USINA4 - Espetáculo de Jiddu Saldanha.

Para quem não sabe, TRIBAL significa Associação Tributo à Arte e À Liberdade.

Hoje começa o Circuito TRIBAL de Artes e, quem vai inaugurar, será o espetáculo "Por Detrás do Silêncio", de Jiddu Saldanha e Álvaro Assad.  Pantomimas clássicas e contemporâneas interpretadas por Jiddu, mostrando um pouco da hoje, raríssima, pantomima teatral. Nos últimos 30 anos, os mímicos da geração 80 e 90, são os poucos que ainda preservam a pantomima em seus repertórios. Uma geração que veio no rastro de mestres como Ricardo Bandeira, Luis de Lima, Vicentini Gomes e Lina do Carmo e a referência mundial, o inesquecível do mestre francês, Marcel Marceau.
Com uma agenda de diversos artistas associados, que farão apresentações para ajudar a tirar a associação de sua crise financeira. Perto de completar 14 anos de existência, a TRIBAL construiu seu legado, junto aos artistas da cidade, oferecendo suporte técnico, produzindo reflexão crítica e apoiando produções locais. Tornou-se onipresente em festivais locais, cedendo seus equipamentos e reforçando a necessidade de construir um caminho de profissionalismo e autonomia para os artistas.
Chegar até aqui, entretanto, não foi tarefa fácil. A associação discute coletivamente todas as suas ações e, enquanto não chega a um acordo coletivo, os projetos não saem do papel. Desta forma, o ritmo, parece ser lento, mas não é. Quando os olhares se encontram e os projetos começam a acontecer, uma produção rica em diversas áreas começam fluir e tudo parece ser espontâneo, mas não é. Cada ação é o resultado de discussões, reflexões e uma longa espera até o ponto zênite de cada realização.

Criado em 1991, o espetáculo "Por Detrás do Silêncio" está em cartaz até hoje. Foto: Ricardo Schmith


O Circuito Tribal de Artes, em primeira mão, tem o objetivo de socorrer, financeiramente, a associação, mas é um evento que, sem dúvida, veio pra ficar e, não há dúvida, que mais uma vez, a associação vai se reinventar, sempre colocando, no foco, o artista, sua criação e presença, no cenário artístico da região.

SEVIRÇO
😃 Circuito TribAL de Artes apresenta:
“Por detrás do Silêncio” - Espetáculo de Mímica com Jiddu Saldanha
Dia 12 de agosto (sábado) às 20h 
Local: USIN4 – Rua Geraldo de Abreu, No 4 – Jd. Excelsior – Cabo Frio/RJ
Entrada: R$ 10 (meia/antecipado) e R$ 20 (inteira)
Indicação 10 Anos
Infos: 22 97401-8090
(Apenas 50 ingressos, garanta o seu!!!)

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

TCC - Teatro Cabofriense de Comédia no Teatro Popular de Rio das Ostras.

Apesar de intensa militância no fazer mímico da Região dos Lagos, meus espetáculos aqui, são raros. Mas quando acontece, é inesquecível, para mim e para o público que me prestigia.

Experimentar viver e criar, dentro de um contexto onde a arte da mimica pode ser transmitida para as novas gerações a
partir dos artistas das novas gerações.

Nathally Amariá e Jean Monteiro
Viagem ao Mundo da Mímica.
Lembro que, quando cheguei em Cabo Frio, em 2004, dei uma oficina de mimica e fiz uma abertura no festival estudantil, o FESTUD, depois disso, dei outras oficinas, até que, em 2010, fiz um espetáculo inteiro, em comemoração do aniversário do Teatro Municipal, Inah de Azevendo Mureb. No Fest Solos I, em 2014, abri com meu espetáculo "Por Detrás do Silêncio", e fui convidado, também, para o FESTUD em 2015, onde me apresentei com a Estúpida Trupe, uma bela lembrança da minha carreira, onde pude contracenar com a nova geração de artistas de Cabo Frio, destacando os artistas Daniel Arm e Nathally Amariá.
Agora, em 2017, recebo um convite para me apresentar num belíssimo teatro. O Teatro Popular de Rio das Ostras, tem uma história rica e exemplar, para a Região dos lagos, no Rio de Janeiro. Ha muito que Rio das Ostras virou rota do fazer artístico local e internacional, e seu teatro, além de belíssimo, por fora e por dentro, já é sinônimo de lugar onde o público comparece e arte frutifica. 
Estou indo para lá, com o coração cheio de alegria e muita energia, para mostrar meu repertório de mímica clássica e contemporânea, ao lado de dois artistas das novas gerações: Jean Monteiro e Nathally Amariá. São jovens que identificaram no fazer artístico, a veia profissional, e que, sem dúvida, despertaram para a arte da palhaçaria, da mímica e do teatro, um grande talento. Nada como desfrutar dessa nova descoberta, fazendo meu espetáculo "Viagem ao Mundo da Mímica" e seguir proporcionando aos novos artistas, a oportunidade de conhecer um OFÍCIO cheio de possibilidades, abraçar o palco e conhecer grandes teatros.


Um teatro é um teatro. Por fora e por dentro, o Teatro de Rio das ostras é rota do melhor que acontece nas artes cências
brasileiras. E agora, estará recebendo espetáculos de mímica.
Com uma história recente, mas muito rica, o Teatro Popular de Rio das Ostras, é um templo da cultura. É um prazer levar, além dos trabalhos da Estúpida Trupe e o TCC - Teatro Cabofriense de Comédia, um pouco da experiência angariada ao longo de 3 décadas de vida dedicada ao teatro, com altos e baixos, mas com o coração cheio de esperança no futuro e nas novas gerações.


A Arte da Mímica, cada vez mais forte, no Interior do Estado do Rio de Janeiro, do local, para o Universal.
SEJA NOSSO CONVIDADO

domingo, 23 de julho de 2017

"Se eu Fosse Iracema" - Crítica de José Facury ao Solo Teatral, de Adassa Martins

SE EU FOSSE IRACEMA 
Ontem, dia 22 de Julho, no Teatro Quintal, em Cabo Frio, Adassa Maritins apresentou seu solo teatral "Se eu Fosse Iracema". Arrebatou o público. José Facury escreveu esta crítica.


"Se eu Fosse Iracena" - Direção: Fernando Nicolau.

Pegar um discurso em defesa de uma etnia e colocar em cena, mesmo pautado em testemunhos reais, pode ser uma tarefa interessante como exercício intelectual para extração de possíveis conflitos. Agora, ao ponto de aguçar o interesse do espectador, geralmente o faz permanecer no nível da leitura panfletária, principalmente se a narrativa for entregue a um interprete branco. Tudo isso poderia trair uma empreitada, mas não é o que se vê no espetáculo Se Eu Fosse Iracema, em cartaz no Teatro Quintal, interpretada pela meticulosa e carismática atriz Adassa Martins que, juntamente com a minuciosa e criativa direção de Fernando Nicolau constrói e desconstrói momentos de rara beleza. Ali, o excesso narrativo é diluído em partituras que se complementam com máscaras e vocalizações muito bem elaboradas entre o butoh, o coloquial e o distanciamento brechtiniano que nos é servido ao redor de um tronco cenográfico serrado, plantado no palco onde emanam as dores das perdas silvestres, juntamente com a dos silvícolas que ali fazem suas oferendas e purgações a cada dia. Se eu fosse Iracema, é um solo magistral amarrado na historia dos sentimentos poéticos de uma velha índia contadora que desenvolve transições em outras personagens que fazem o contra ponto ás vezes criveis e em outras de provocadora ironia, para extrair daí o conflito, que foca muito mais na narrativa por ela mesma, do que nos possíveis e imaginários coadjuvantes, como é comum nos solos físicos. Enfim, experiencias que somente o teatro pode expressar quando desenvolve os relatos viscerais das nossas perdas históricas colocando essa obra em uma instigante encenação na plêiade dessa técnica. E mais que justa a indicação da nossa atriz ao Prêmio Shell.


José Facury Helluy

domingo, 9 de julho de 2017

Fest Solos questiona o machismo histórico no teatro, e promove um debate só com mulheres.

Algumas pessoas questionaram a decisão da produção do Fest Solos em promover um debate apenas com mulheres, falando sobre a vida artística das mulheres do teatro, na Região dos Lagos: "Vocês são loucos, as feministas vão acabar com o evento"! Comentário como este nos fez aumentar a paixão e radicalizar. Somos todos feministas... Desejamos que elas falem de teatro, e toda fala será bem vinda! Uma roda que junta Silvana Lima, Meri Damasceno, Jane Lacerda, Nayara Gomes, Rafaela Solano, Manuela de Lelis, Tania Arrabal e Deborah Diniz é simplesmente uma explosão do que há de melhor, não apenas nas artes locais, mas também, pelo que todos estamos passando. Cabo Frio e seu teatro, trazendo para a discussão, a voz do amanhecer. A mulher conduzindo a frenética força do teatro local.
O Feminismo é algo que está intrínseco ao Fest Solos. Claro que nossa bandeira é o teatro, mas não podemos deixar de marcar que mulheres como Nathally Amariá e Ana Luiza Barbosa, estão à frente deste evento, cada vez, mais imprescindível para a cena teatral de Cabo Frio. Também é bom lembrar que a mulher é a grande força que move o Fest Solos. Este ano, em número maior, no palco e como em todos os anos anteriores, a força voluntária que estimula o evento é, também, em sua maioria, feminina.. Não tem jeito, agora é hora de aprender, compreender e reinventar o caminho que devolva ao mundo sua real natureza. O mundo é MULHER!