quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

Rodrigo Sena comenta sobre a culminância do OFICENA - 2017


Rodrigo Sena, diretor teatral e Dramaturgo - São Pedro da Aldeia

Foi com um sorriso no rosto que saí ontem do Charitas em Cabo Frio, onde assisti mais uma culminância do Oficena, curso dirigido pelos amigos Italo Luiz e Jiddu Saldanha, e dessa vez com seu corpo docente estendido pelos artistas Marcos Rogério, Nathally Amariá e Bruno Buzzacchi.
Um elenco bem jovem em "Tribobó City" com suas ótimas músicas e coreografias perfeitamente executadas. Um elenco bem grande, mas dirigido de uma forma que não deixou a desejar a nenhuma companhia mais experiente. 
A farsa de Moliere, "médico a força", representada pela turma adulta apresentou um grupo bem coeso e seguro.
E a leitura dramatizada de "Anjo Negro" apresentada pelo grupo de veteranos do Oficena, trouxe rostos já conhecidos da cena Cabofriense.
Saí pensando sobre o que eu tinha assistido e me lembrei que por outras vezes fui agraciado com espetáculos desse grupo que se renova a cada ano.
O pensamento que me veio foi de uma máxima que sempre se diz por aí: O teatro é vivo!
Percebo isso, cada vez mais, em todos os aspectos dessa arte que me encanta e me surpreende a cada dia.
seja nos processos, nas criações, no público ou mesmo na renovação artística.
E mais uma vez fui surpreendido pelo teatro que se renova. Por um elenco jovem que está iniciando seus passos no teatro e já consegue com tanta força e energia, trazer espetáculos divertidos e muito bem executado em sua completude.
O oficena já formou atores e atrizes que alçaram voo e hoje continuam em cena em suas próprias companhias ou em outras companhias já conhecidas da cidade e, pelo que assisti, acredito que esse movimento continuará e em breve estaremos vendo esses artistas descobrindo e aprimorando o 
fazer teatral.
Eu, como bom espectador, estarei lá conferindo e me divertindo com os trabalhos que estão por vir.
Parabéns atores-alunos, que já considero simplesmente atores e atrizes.
Parabéns aos professores, grandes artistas que se dedicam à continuidade da arte.
Parabéns, Oficena! 
Vida longa e próspera!

Momentos inesquecíveis - Foto: Jidduks
Elencos focados na cena - Foto: Jidduks

Na praça da Cidadania, foram dois dias de muita arte e contato com a população de Cabo Frio. Elenco afinado,
prontos para a estréia - Foto: Jidduks

Final da temporada, no Charitas, depois de duas apresentações na Praça da Cidadania. Presença dos alunos novos, veteranos e ex-alunos, numa foto histórica, tirada por Lorena Martins.



quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

O Final de Semana mais teatral de Cabo Frio!

Cabo Frio viverá, neste final de semana, aquilo que é um sonho para a classe teatral local. Todos os equipamentos público e privado, voltados para teatro, vão ter programação para quem quiser levar os filhos para passear e investir na cultura local. Momento único da nossa história, ha mais de 10 anos que a Cidade não vive uma rotina assim. Apresentações paralela e público para todos. Com todos os matizes, gostos e possibilidades. Confira os Banners abaixo e vejam os espaços disponíveis para o FAZER TEATRAL.

Espaço USIN4



 Lona "Meu Vizinho Trapezista"



Teatro Quintal.


OFICENA - Curso Livre de Teatro do Teatro Municipal de Cabo Frio.







sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Matheus D'Castro apresentará o Clube do Teatro III - Mostra Teen.

Jovem dedicado ao teatro da região dos lagos, Matheus D'Castro, com 22 anos de idade, já passou, pelo menos, metade de sua vida, dedicando-se ao fazer teatral. Comunicador natural, artista focado na busca do profissionalismo como ator, foi convidado para apresentar o Clube do Teatro III - Mostra Teen, no dia 16 de dezembro. Vamos conhecer um pouco de sua história.

*

Matheus faz Teatro desde os 12 anos. Em 2012 foi aluno de Dio Cavalcanti, na escola Atila Costa, em São Pedro da Aldeia. No ano seguinte, 2013, entrou para o OFICENA - Curso Livre de Teatro de Cabo Frio onde começou a entender o teatro como um possível ofício. "Entendi que teatro não é só decorar um texto e subir no palco, é muito mais que isso. É estudo, é dedicação, é choro, é dor, é raiva, mas passamos tudo isso para sentir o maravilho frio na barriga quando as cortinas se abrem".
Foi o OFICENA, segundo ele, que lhe deu várias oportunidades. Lá dentro, sob orientação do professor Italo Luiz Moreira, foi aprendiz de ator, contrarregra e até diretor.  Em 2014, viveu seu maior desafio teatral, fazer uma Gueixa. "Foi o papel que mais mexeu comigo. Pois além de decorar o texto, tive que estudar a cultura de outro país, conhecendo um pouquinho da cultura japonesa. Foi o maior presente que o OFICENA me deu". 
No OFICENA, participou de quase todo o repertório do curso, desde 2013: "O Auto da Compadecida" de Ariano Suassuna, "O Inspetor Geral" de Nikolai Gogol e "O Navio Negreiro" de Castro Alves, neste último, foi um dos diretores da cena, em 2016, numa proposta de autonomia dos alunos, coordenado por Jiddu Saldanah e Yuri Vasconcellos.
Em 2014, afastou-se do OFICENA para trabalhar com Nelson Yabeta na peça "Acorda Alice". Sentiu-se feliz por conhecer um diretor que mexe na sua zona de conforto literalmente. Um diretor que "viaja" e faz o artista viajar junto de um modo super incrível, proporcionando experiências inesquecíveis.
Retornando ao OFICENA, Matheus frequentou, esporadicamente o NUDRA - Núcleo Livre de Dramaturgia e em 2017, foi surpreendido com o prêmio de melhor texto original, no festival do SATED - RJ, no teatro Átila Costa, de São Pedro da Aldeia. A partir deste incentivo, passou a estudar mais a fundo, também, a arte da dramaturgia.
No entanto, se perguntarem o que ele mais gosta de fazer, em teatro, ele responde apaixonadamente que é o Teatro Musical, ao qual pretende se dedicar de corpo e alma durante o trajeto de sua carreira pelo mundo artístico. No dia 10 de dezembro, Matheus fará a leitura dramatizada "Anjo Negro" segundo ato da peça de Nelson Rodrigues, para coroar seu ano com chave de ouro.
Atualmente, prepara o projeto de uma web-série, algo que Matheus guarda a sete chaves mas já garante que a surpresa virá em 2018. 

Perguntado pelo TEATRO POSSÍVEL sobre o que a arte de atuar significa em sua vida, ele respondeu com segurança:

“Teatro pra mim é a arte do tocar, do sentir, do viver, de se entregar. Hoje eu tenho certeza absoluta que eu não sei fazer outra coisa na vida que não seja atuar. É disso que eu quero viver, e é isso que me faz viver.”


domingo, 19 de novembro de 2017

CRÍTICA : Uma peça infantil que os adultos gostam.

Com uma boa campanha publicitária e performances inesquecíveis,
a peça "Era uma vez... um circo", surpreendeu e agradou!
A peça "Era uma vez... um circo" foi um feliz achado, garimpada na agenda artística de Cabo Frio, este final de semana (18 e 19 de novembro). Com lotação garantida nas sessões planejadas, o grupo, de ultima hora, precisou fazer sessão extra para atender à demanda da procura por ingresso. Uma estreia feliz mas que deixou claro, para o público, o cuidadoso trabalho do elenco, da direção e da equipe envolvida.
O Elenco demonstrou coesão em cena, com dicção apreciável do começo ao fim, foi possível ouvir claramente as histórias contadas. Cada fala corroborou para uma dramaturgia riquíssima e com grandes sacadas de humor. Disposição física, tempo preciso na hora das movimentações corporais, um ritmo frenético, do começo ao fim. Rafaela Solano, sendo a mais experiente do grupo, fez jus à fama de boa atriz. Conduziu o eixo de energia do espetáculo, impondo a qualidade, tanto no impacto de sua voz potente e bem equalizada além de uma elaboração fina de seu personagem.
O rigor, característico nos trabalhos de Rodrigo Sena, diretor da peça, ficou bem claro, ao conduzir o elenco para movimentações criativas que se tornaram confortáveis aos olhos do público. Tornando  a peça, um jogo estético, gostoso de ver do começo ao fim. Não foram poucas as gargalhadas no público de maioria adulto, que, durante uma hora, voltou a ser criança. Havia, diga-se de passagem, sim, algumas crianças na platéia que interagiram muito bem com o espetáculo, confirmando o valor da linguagem.
Visualmente, a peça apresentou, claro, além de elenco bonito, bem maquiado, um figurino primoroso, desenhado por Cesar Valentin. Outro destaque foi o uso de máscaras muito bem construídas e, a surpresa de vê-las pintadas em tons alegres. Algumas máscaras, senão todas, tinham o traçado das famosas máscaras difundidas pelo grupo Moitará, do Rio de Janeiro, porém, a novidade é que as pinturas ousadas deram um tom leve e aproximaram uma linguagem tida como "complexa", de total alcance do público infantil, substituindo o hermetismo por poesia. Destaque para a máscara do "peixe" utilizada pela atriz Raissa Mayo.
A cenografia demonstrou ser, acima de tudo, utilitária, tendo a função de "tapadeira" e se desdobrando em mala de circo. A praticidade e o jogo de cores com um belo letreiro, mostrava quase que num estilo "Joãozinho Trinta" a "pobreza" do circo, mas o luxo poético, necessário para a narrativa do espetáculo. Ponto para Celso Guimarães que, além de ator na peça, concebeu e criou e executou o cenário, assumindo, pela primeira vez, a assinatura de algo tão importante para um espetáculo.
Voltando ao elenco, é importante frisar as características heterogêneas dos artistas em cena, quase todos de escolas diferentes e genuinamente formados pelos diretores e professores atuantes na região. Celso Guimarães, Nadir Pires, Alexya Fernandes e Raíssa Mayo se completavam em cena, conduzidos pela força energética de Rafaela Solano. Ao final, o cansaço do elenco valeu a pena. Uma peça com ritmo e muita diversão do começo ao fim.

Jiddu Saldanha - Blogueiro

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Sobre a Campanha de divulgação da peça, nas redes sociais.

Pela primeira vez, faço questão de incluir, nesta crítica, a campanha publicitária do grupo, nas redes sociais. Banners muito bem bolados e videos de chamada com os participantes do elenco, colaborando. O trabalho do coletivo para chegar ao objetivo principal, levar o público até o teatro, foi determinante para o sucesso do trabalho. Uma prova de que, mesmo com  pouco dinheiro, mas com a boa vontade e foco, de todos, uma peça pode trazer o público sim, e foi isso que deu para notar, no trabalho deste belo elenco. Boa sorte e sucesso para todos.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Rodrigo Sena traz um time de artistas incríveis para estreia no Teatro Quintal.

Artistas oriundos de diversas ecologias, todos amadurecidos pela luta do fazer teatral em nossa região, agora, reunidos num único espetáculo, com Rodrigo Sena, um diretor que tem a marca de seu próprio jeito de contar histórias. É o resultado de muita pesquisa e ensaios, que faz dele, um diretor inquieto. Com certeza, vamos poder assistir uma nova geração de artistas contracenando ao lado de quem já faz teatro a muito tempo, como, por exemplo, Rafaela Solano, com quem Rodrigo já trabalhou outras vezes. 
Para a região, esta construção coletiva e importante e faz toda a diferença, pois, vai fazer o teatro crescer com encontros que precisam acontecer no plano simbólico e prático, garantindo, assim, a continuidade e a prática de se buscar o palco de forma profissional.
O que mais chama atenção no elenco de Rodrigo Sena é o fato de conseguir juntar pessoas com experiência desenvolvida a partir da retomada da ação teatral diversificada na cidade, e também por serem jovens que estão ajudando a construir a cadeia produtiva do teatro local; logo, juntar um elenco que já trabalhou com, praticamente, todos os diretores históricos da cidade de Cabo Frio e São Pedro da Aldeia, como Nelson Yabêta, Marcelo Tosta, Silvana Lima, José Facury, Dio Cavalcanti, Italo Luiz Moreira, Cesar Valentin, Vivi Medina, entre outros, é uma tarefa que contribui para a construção de possibilidades outras e que resultarão num exemplo para quem está chegando, jovens e adolescentes que, não param de bater à porta do mundo do teatro da região dos lagos com força e decisão para entrar no mundo artístico.

SERVIÇO:

"Era uma vez... um circo"
Texto e Direção : Rodrigo Sena
Elenco: Celso Guimarães, Alexya Fernandes, Rayssa Mayo, Nadir Pires, Rafaela Solano.
Data e horario: Dia 18 (Sábado) 20h. Dia 19 (domingo) 18h.
Local: Teatro Quintal

domingo, 5 de novembro de 2017

A Palavra Teatral de Camões.

"Por Mares Nunca Dantes Navegados", de Camões,
com direção de Angelah Dantas.
Quem viu, viu, quem não viu, perdeu. Um dos trabalhos mais surpreendentes dos últimos tempos, em Cabo Frio. O poeta, professor, escritor e ator Geraldo Chacon, abrilhantou nossa noite. Já tinhamos tido um gostinho quando ele apresentou uma versão resumida deste trabalho no FesTSolos IV. Um evento de solos teatrais que aconteceu nos dias 07, 08 e 09 de Julho. Foi uma apresentação que deixou um gostinho de quero mais e este quero mais aconteceu, justamente, neste final de semana, dias 03 e 04 de Novembro no espaço cultural USIN4.
Geraldo fez uma estilosa triangulação em cena. O espetáculo não tinha uma "gordurinha". Foi uma ótima execução técnica, com boa iluminação e ambientação sonora de primeira. O texto livremente adaptado da obra "Os Lusíadas", de Camões, chegou bem aos ouvidos do público. Com uma maestria que poucas vezes vi. Sem dúvida, um grande desafio. Havia, também, no espetáculo, um humor fino e intelectual, é desses trabalhos que chama as pessoas de inteligente por tabela. O público sai se sentindo melhor e com orgulho da nossa pátria mãe portuguesa. Não é sempre que se tem um espetáculo consagrado à língua, bem falada, por excelência. E tudo sem ser chato, professoral ou pedante.
Angelah Dantas, arrasou na direção. Deixou Geraldo solto em cena e com proposta de movimentação bem definida. As transições das personagens foram suaves e o ator manteve uma palheta vocal que não passava cansaço ou ansiedade. O trabalho terminou na hora certa e rendeu um gosto de quero mais. Depois, teve um bate papo onde, Geraldo, deixou fluir sua generosidade. Distribuiu livros ao público que logo foi convidado pelos donos do espaço USIN4 a curtir uma rodada de conversa degustando as delícias da cantina Catatempo". 
Parabéns para toda a equipe "camoniana", voltem sempre! Cabo Frio espera ainda ver mais deste tipo de linguagem. Quem sabe no "Poesia de Cena" de 2018? 
Vamos aguardar.

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

A Cobra vai Fumar no Teatro Independente de Cabo Frio. Quintal e USIN4.

Hoje e amanhã, sexta e sábado, termos Geraldo Chacon
no espaço cultural "USIN
"Por Mares Nunca Dantes Navegados"

Os entusiastas do teatro da Região dos Lagos tem motivo de sobra para se vangloriar da variedade da programação artística na cidade. As duas casas de espetáculo teatral mais badaladas da cidade vão estar com programação intensa. Corram porque ingresso não cai do céu e quem quiser se divertir e ampliar seu cabedal de conhecimento com muita arte, corre atrás porque tá vindo Chumbo Grosso por aí. Estou falando dos espetáculos "Por Mares Nunca Dantes Navegados" do escritor e ator Geraldo Chacon, que vai nos dar de presente o tão sonhado "Os Lusíadas" de Camões, altíssimo nível. Espetáculo para degustar como se fosse uma trufa, lá no USIN4. O grupo "Operários da Arte", vem de Araruama, direto para Cabo Frio, afim de mostrar sua linguagem onde o teatro é da palavra por excelência. Palavra poética. 
Tivemos o prazer de degustar uma trecho deste espetáculo no FesTSolos IV e foi bonito de ver a forte energia fluindo através da garganta e sensibilidade de um escritor-ator e, dirigido pela queridíssima Angela Dantas, uma força do teatro de nossa região!

"Hominus Brasilis" está de volta.

Tem também o impagável, hilariante e divertidíssimo "Hominus Brasílis" espetáculo impressionante não só pela linguagem ousada, muita mímica corporal e teatro físico, como também, um enredo de tirar o fôlego. Poético e crítico. O que esta rapaziada faz com o corpo é de se tirar o chapéu e ainda tem mais, é o único espetáculo brasileiro que agradou dois "inimigos mortais e históricos", China e Estados Unidos, isto mesmo, Gregos e Troianos, sentados lado a lado. Na china eles se apresentaram no "Beijing Comedy Week", na cidade de Beijing (Pequin) e nos
EUA, se apresentaram no "Chicago Phisycal festival" na belíssima cidade de Chicado. Também estiveram na Argentina mostrando para os hremanos a linguagem incrível da Cia. de Teatro Manual, "FETI - Festival Efimero de Teatro".